quinta-feira, 6 de junho de 2013

Novas representações sociais


A representação social trata-se de avaliações que fazemos, em plano individual ou colectivo  acerca de uma realidade da sociedade, processo ou situação. Estas representações são fruto do processo de socialização e também fundamentam os nossos comportamentos, ou seja, as representações estão na base das nossas acções  Estes conceitos dão sentido e classificam tudo o que nos rodeia.
A comparação entre o estatuto da criança ao longo das últimas décadas é um exemplo da evolução das representações sociais. Ou seja, antigamente, as crianças eram encaradas como um “mini-adulto”, mais um par de braços para trabalhar e a infância não existia. Actualmente  esta fase (infância) é considerada uma das mais importantes no desenvolvimento do individuo: a atenção dada à criança começa logo nos cuidados pré-natais e prolonga-se ao longo da infância (com creches, actividades recreativas ou didácticas, por exemplo).




Sara Cunha


Conflitos entre agentes de socialização


Na sociedade actual destacam-se três grandes agentes de socialização: a família, a escola e os meios de comunicação que podem originar conflitos entre si.
Entre a família e a escola, o conflito reside, essencialmente, nos ideais que transmitem e na valorização de determinados aspectos  Por exemplo, numa família mais tradicional, o saber prático (como a lida doméstica, culinária, entre outros) é valorizada enquanto o conhecimento da História, das Ciências, da Língua, é prioridade da escola.
Outro conflito que pode surgir é entre a família e os meios de comunicação, em especial com a televisão, computador ou telemóvel. Esta situação pode ter origem no modo de tratamento de determinados assuntos. Isto é, a vulgarização do tratamento de temas polémicos (como a homossexualidade, por exemplo) pode chocar com os interesses da família, por esta considerar esses assuntos impróprios para um determinado grupo etário (crianças) em certos horários. Em suma, existe uma maior exposição menos controlada de exposição de mensagens e estereótipos transmitidos explícita ou implicitamente.
Concluindo, existem grandes disparidades em termos de prioridades e valores defendidos pelos diversos agentes de socialização que levam à emergência de conflitos entre si.



Sara Cunha



Adoção Homossexual

A temática da adoção homossexual é, nos dias de hoje, bastante discutida e vista de lado por diversas razões. A maior parte das pessoas tem tendência a ser bastante tradicionalista pois ainda não aceita muito bem o 
casamento homossexual, que fará a adoção! No nosso país o casamento entre gays e lésbicas foi já legalizado, no entanto se alguém vê dois homens de mão dada na rua, ou duas mulheres a darem um beijo na boca no parque da cidade, é já assunto do mês lá no bairro! Na minha opinião, é muito mais fácil insultar essas pessoas (que são consideradas "diferentes" apenas porque gostam de pessoas do mesmo sexo) do que tentar compreendê-las. Infelizmente, é muito mais simples fazer juízos de valor e criticar do que tentar pôr-se do lado de lá. A meu ver, ninguém tem nada a ver com as escolhas pessoais de cada um. Se determinado homem se sente atraído por homens e só assim conseguirá alcançar a felicidade, por que não? Será que esse homem deverá desistir da sua felicidade e da sua concretização pessoal porque não é bem visto pela sociedade? E se a sua felicidade também passar pela adoção de uma criança com o seu parceiro? É evidente que um homem não pode engravidar outro homem, bem como uma mulher não pode engravidar outra mulher, e se há tantas crianças abandonadas a precisarem de um lar e de amor, por que não dar uma oportunidade a quem luta para ter um filho?
É de salientar que as crianças que estão hoje nas instituições foram abandonadas por um casal heterossexual e não por um casal homossexual. Acho de lamentar haver pessoas heterossexuais a abandonarem os seus filhos e ainda se criticar os homossexuais por quererem adotar uma criança. Não serão os gays e as lésbicas melhores pais que essas pessoas que abandonaram os seus filhos? Na minha opinião, há gays e lésbicas que por terem de lutar tanto para ter um filho, que quando o conseguem, chegam a ser os pais mais atenciosos e carinhosos do mundo.
O problema é que esta problemática nunca será bem vista. Nas pessoas heterossexuais há ainda muita confusão no que toca ao assunto, estas acham que a criança irá ser ridicularizada por ser filho/a de dois pais/duas mães. O que estas pessoas esquecem é que, essa criança só será "gozada" por crianças que tenham pais homofóbicos. Tudo parte da educação.

Marta Lopes

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Grupos Sociais

Um grupo social é um conjunto de indivíduos que estabelecem relações diretas, contínuas e duradouras entre si (família, amigos, trabalho, ...). Portanto, quando nos deparamos com um aglomerado de sujeitos que interagem entre si da mesma forma e há uma relação entre os mesmos, podemos estar na presença de um grupo social. Isto significa que estes não são apenas meros "aglomerados sociais" (como por exemplo, um conjunto de pessoas num concerto - estão todas juntas, mas não há qualquer tipo de relação entre elas). Um grupo social cria laços obrigatoriamente: estes laços são salientados pelos objetivos que os membros do grupo têm em comum. Esta é uma especificidade de um grupo social; Todos os membros têm propósitos bem definidos partilhando assim os mesmos fins, porém cada membro têm uma função diferente. Por exemplo, num clube de teatro todos têm o objetivo de se saírem bem nas suas atuações, contudo as funções diferem de pessoa para pessoa: o professor de teatro ensina e coordena, e os atores têm diferentes papéis (personagens principais, secundárias, figurantes, ...). Isto significa que o papel no grupo social vai influenciar quem lidera o grupo. Cada grupo social tem um ou mais líderes: na família quem lidera é o pai, ou a mãe: nunca o filho; num grupo de amigos, quem lidera é a pessoa que mais intervém nas saídas, quem propõe o lugar onde gostava de estar em determinada tarde, quem toma a iniciativa de marcar um café.
Esta ligação intrínseca entre todos os membros do grupo faz com que haja portanto uma consciência coletiva em que há a noção da existência do "Nós", que corresponde ao grupo, e o "Eles", todas as pessoas que não integram no grupo.
Por último, é importante referir que os grupos se dividem em dois: grupos de pertença e grupos de referência
Os grupos de pertença são aqueles em que estamos inseridos (como por exemplo a família) e os grupos de referência são aqueles que gostaríamos de fazer parte (como por exemplo um determinado grupo de amigos que conhecemos e gostaríamos de fazer parte do seu grupo).

Marta Lopes


Sociedade de Consumo



Nos dias de hoje mesmo em crise, a população portuguesa pode definir-se como consumista, isto porque, vivemos numa sociedade que pensa “ o que importa é parecer e não poder”, ou seja, só lhes importa as aparências, tendo possibilidades ou não para manter os seus vícios e extravagancias.

A grande maioria dos indivíduos compra produtos com grandes valores como: casas, telemóveis de topo assim como computadores com a última tecnologia do mercado, carros entre outros. Mas, o que acontece de seguida é que muitas das vezes o dinheiro não chega ao final do mês para bens essenciais como a comida, o dinheiro para emergências médicas…

Por outro lado, temos alguns indivíduos que fazem empréstimos para comprarem carros e para irem de férias, a população queixa-se da crise, mas na realidade a maioria vive de aparências, mas com terríveis dívidas que lhe atormentam o seu quotidiano.

Penso que a população portuguesa também tem culpa da crise que o país atravessa, apesar de apenas culparem os governantes, é evidente que não os acho de todo inocentes e grande parte da culpa talvez seja mesmo deles, mas a população portuguesa é incapaz de evoluir como povo e nação, se continuar a proceder desta forma “consumista” sem capacidades para tal.



Em síntese, é preciso novas mentalidades, precisamos que os jovens deixem de ser tão consumistas, pois são eles que garantem o futuro do país.



Tânia Pinto

terça-feira, 4 de junho de 2013

Diferenças entre Capitalismo e Socialismo (imagens e video)





Andreia Dias

"O terror de engordar"

Socialmente, a representação de o ideal de beleza é veiculada nos meios de comunicação, nomeadamente nas publicidades.
   Neste modelo de beleza, em que apenas a magreza é considerada como “belo”, contrariando a “ gordura é formusura” de outrora. Neste contexto surgiu doenças associadas à “mania” de emagrecimento, tal como o caso da anorexia nervosa. Esta doença afeta principalmente mulheres jovens, excecionalmente, alguns homens, surgindo muitas vezes na adolescência. Os doentes têm medo de engordar e praticam ima alimentação subnutrida.
   O termo anorexia é utilizado para designar a doença que abrange as pessoas que tem falta de apetite, e quando estes têm fome recusam-se a comer devido à fobia que tem de engordar.
   A pressão sociocultural e a insatisfação corporal são alguns fatores que estão na génese desta doença, outrora quase inexistente e desconhecida.



 Andreia Dias

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ser feminista





Na actualidade, faz-se uma errada associação entre os princípios do ideal feminista e a corrente mais radical deste movimento, ocorrido nos anos 70 do século vinte. Nesta época, as feministas mais radicais encaravam o elemento masculino como repressor e uma forma de domínio sobre as mulheres e, por isso, tinham como modo de defesa distanciar-se do “inimigo”. Além de tudo isto, ficou na sociedade em geral a falsa ideia de que as feministas são mulheres que perderam deliberadamente a sua feminilidade.

Não obstante, esta ideia precisa de ser eliminada da sociedade em geral, pois a mulher que se assume como feminista não recusa o batôn, os saltos altos ou o soutien mas é uma mulher que defende a luta contra o racismo, a xenofobia, a homofobia e propõe que todos os seres humanos sejam iguais em direitos e deveres, independentemente do seu sexo, profissão, nacionalidade, crenças políticas ou religiosas, raça ou opção sexual.

A mulher feminista apela ao seu direito de usufruir do seu bem-estar da forma que entender, como ser livre que é e que deve ser julgada sem distinções. É de ressalvar, que estas defendem que a mulher tem valor por si mesma e o seu papel na sociedade não se cinge a ser boa mãe e esposa.

Para concluir, o preconceito errado em relação às feministas foi originado pela comunicação social, que reporta sobretudo os factos mais radicais deste movimento e, muitas vezes, esta falsa ideia leva muitas mulheres a não se assumirem como integrantes do movimento por não terem a verdadeira noção do que isso significa, porque na realidade muitas delas concordam com o seu ideário só que o desconhecem, e deverão procurar informar-se para, talvez um dia, se assumirem com todo o orgulho como feministas!



Luísa Esteves

A ruralidade





Portugal, como é do conhecimento geral, é um país em que grande parte da sua massa populacional se concentra sobretudo junto ao litoral e em volta dos dois grades centros urbanos (Porto e Lisboa). O resto do país é votado um pouco ao esquecimento, tanto por parte do poder político, que está centralizado na capital, como por parte das empresas que investem muito pouco nesses locais e, inclusivamente, pela sociedade em geral que se vê obrigada a procurar melhores condições de vida no litoral.

A pouca população que cresce nestes sítios está isolada e envelhecida, e muitas das típicas aldeias portuguesas encontram-se abandonadas porque as pessoas que lá viveram já morreram, ou então, a população que resta é tão pouca que ninguém dirá que aquela aldeia é habitada.

É, por isso, de suma importância não nos esquecermos que as nossas aldeias estão repletas de algumas das maiores potencialidades do nosso país, como são: a sua gastronomia, os seus produtos típicos e de excelente qualidade, o seu artesanato, a pronúncia cheia de particularidades e que demarca na perfeição a região de Portugal onde estamos e a sua gente.

Do ponto de vista sociológico, é fácil percebermos que o isolamento a que as pessoas das aldeias estão sujeitas, molda a sua personalidade, tornando-as mais reservadas e fechadas. Contudo, há características que as demarcam em relação a uma pessoa que vive em grandes centros urbanos, como a simpatia, a entreajuda, a forma como usufruem do seu tempo e como o vêm, tendo um ritmo de vida mais lento e relaxado.

Em suma, considero que as nossas aldeias deveriam ser mais valorizadas e aproveitas, porque é triste que deixemos o nosso património perder-se.


Luísa Esteves   

A mutação da família






Antes da Revolução Industrial dos finais do século dezoito, a família tinha uma organização bastante diferente da contemporânea, em termos de estrutura, função ou hierarquia.

Antigamente, os casais tinham como princípio ter muitos filhos, pois era um factor de prestígio e consequentemente de orgulho. No lar conviviam diversas gerações, os pais, os filhos casados e os cônjuges, os netos e os filhos solteiros. Todos estes elementos trabalhavam para um objectivo comum, que era cuidar e aumentar o seu património e protegerem-se em caso de necessidade como: doença, morte ou velhice. Os momentos especiais de festa eram profundamente religiosos, e dessa forma, se perpetuavam os rituais através das novas gerações. Neste modelo de família as fronteiras estavam bem definidas: as mulheres estavam subordinadas primeiro ao pai, depois ao marido e, no caso deste falecer, ao filho mais velho e quanto aos restantes membros deveriam obedecer ao patriarca.

Já depois da Revolução Industrial, a forma como as famílias se organizavam alterou-se por completo. As pessoas migraram do campo para a cidade à procura de melhores condições de vida e de emprego nas fábricas e, assim, começaram a viver longe do local onde estavam os seus parentes. Cada indivíduo passou a escolher o seu próprio parceiro e o controlo dos mais velhos sobre as gerações mais novas diminuiu bastante. Além disso, nas cidades a limitação do espaço não proporcionava a habitação conjunta de todos e colocou limites ao número de filhos que cada casal podia ter. A esta nova organização deu-se o nome de família conjugal ou nuclear, onde o homem sai para trabalhar e a mulher cuida dos filhos.

Actualmente, as famílias sofreram outras modificações, pois a mulher trabalha, as tarefas são muito mais distribuídas, não há um elemento de submissão entre o casal, e em termos de estrutura surgiram as famílias monoparentais em que existe apenas um adulto e os seus filhos. Esta situação pode ser gerada por divórcio, viuvez, geração por parte de uma mulher solteira ou dificuldades financeiras.

Futuramente a família poderá alterar-se novamente consoante a evolução da sociedade já que é um dos seus elementos constitutivos.

Luísa Esteves

sexta-feira, 15 de março de 2013

A dificuldade de verbalização nas sociedades camponesas

  Já todos nós, em diversas situações, nos demos conta das diferenças existentes (a nível de linguagem) entre várias zonas do nosso país. A prenuncia do centro é diferente da do norte, a do norte é diferente da do sul... Apesar de falarmos a mesma língua, há outros factores que influenciam a nossa forma de falar.
  Prenuncias à parte, já todos reparamos, também, que as chamadas "pessoas do campo" apresentam uma certa dificuldade em falar corretamente. Ainda que hajam excepções, há motivos que explicam este fenómeno.
   Numa época em que os pais viam nos filhos uma forma de sustento, era importante que estes trouxessem fontes de rendimento à família. Para tal, era quase impossível que estes frequentassem a escola, e para além do mais, era difícil a verbalização com o mundo exterior, visto que o trabalho era algo que ocupava grande parte do tempo.
  Esta quebra de contatos dificultou a armazenação e a aprendizagem de regras básicas e mesmo de certos vocábulos da língua portuguesa. Sabemos que este facto, ocorrendo na infância, pode influenciar a nossa personalidade, a nossa forma de falar, os nossos hábitos e costumes. Chegamos à conclusão, então que aquilo que "perdemos" ou "ganhamos" durante a infância determina tudo aquilo que nós somos. São estes factores que nos tornam únicos, enquanto seres humanos.
  Ainda que existam excepções, este é um dos temas sobre o qual a sociologia se debruça e que fazem parte da nossa realidade social enquanto país.

Mónica Ferreira

O Multiculturalismo



O multiculturalismo pode ser definido como, a diversidade étnica e racial ou de novas identidades políticas e culturais. Desta forma o multiculturismo é a existência de uma grande diversidade de culturas numa localidade, cidade ou país. Na grande maioria dos acontecimentos não há o predomínio de uma raça ou cultura mas sim uma igualdade a nível do número de pessoas procedentes dos diferentes e mais longínquos lugares do mundo.

O multiculturalismo é o princípio que sustenta a necessidade de se ir mais á além nas atitudes de tolerância entre as diferentes culturas no mesmo território ou nação.
A ideia de multiculturalismo, está associada a outros fenômenos contemporâneos, como por exemplo, o pós-modernismo e o relativismo cultural. Não há, entretanto, unanimidade entre os meditativos desse tema sobre a sua definição. São basicamente dois os conceitos distintos mais utilizados no multiculturalismo, uns afirmando que “todas as culturas dentro de uma mesma nação têm o direito de existir mesmo que não haja um fio condutor que as una”, e outos definem como “uma diversidade cultural coexistindo dentro de uma nação em que há um elo cultural comum que mantenha a sociedade unida”.
No entanto, o ser humano sempre foi migrante e muitas das sociedades desenvolvidas atuais resultam dos processos históricos que envolvem o encontro e a convivência de diferentes povos. Por isso, a aceitação e a gestão da multiculturalidade nas sociedades atuais tornam-se fundamentais para a coabitação pacífica dos vários grupos étnicos, sendo ate enriquecedor para todos.



                                                                                                                                       Ângela Mendes

quinta-feira, 14 de março de 2013

Casais homossexuais , será ainda um complexo para a sociedade ?






Como sabemos, o amor entre casais homossexuais pode ser um tema complicado, visto que não contam com os modelos tradicionalmente estabelecidos. O que é sabido é que os homossexuais, são uma realidade na sociedade e por isso mesmo não devem haver modelos de relações estabelecidos, o que muitas vezes gera confusão e dúvida e dai origina o preconceito tão presente na sociedade que vivemos. É, certo que os casais homossexuais existem em menor número relativamente aos casais heterossexuais. Os casais homossexuais apresentam algumas características diferentes dos casais heterossexuais: pelo facto de serem duas pessoas do mesmo sexo, a habitual divisão de tarefas e papéis típica dos casais heterossexuais não se verifica necessariamente. Contudo, relações entre pessoas do mesmo sexo não devem ser desvalorizadas nem descredibilizadas por esse facto. Um casal homossexual não deverá de todo querer ser igual e ter acesso aos direitos de um casal heterossexual, cada um é como é e tem direito à sua individualidade. Mas muitas vezes estes, são vistos de maneira diferente na sociedade, surgindo daí o preconceito relativamente ás famílias, chegando a haver uma mentira acerca do casal, que tenta evitar expor-se em público, não mantendo qualquer contacto pessoal e íntimo, o que acaba por provocar uma degradação da relação. O preconceito na sociedade pode prejudicar tanto a relação a dois como a auto-estima de ambos, que não irão sentir-se bem ao expor a relação a pessoas que muito provavelmente o vão julgar.
Mas felizmente, a evolução das mentalidades tem possibilitado a estabilização de relações entre homossexuais que optam por viver maritalmente. 


                                                                            Vera Almeida

Atitudes face á diversidade cultural

Perante a existência de seres humanos com normas e hábitos culturais diferentes. as pessoas podem assumir atitudes e condutas muito variadas.
Mencionaremos três dessas atitudes: Etnocentrismo; relativismo cultural e interculturalismo.

Etnocentrismo

O etnocentrismo, consiste na observação de outras culturas em função da nossa própria cultura, com o objectivo de hierarquizar e valorizar todas as culturas, tomando em conta as mais importantes e as menos importantes para cada pessoa. No entanto, o etnocentrismo tem consequências, como a incompreensão em relação aos aspectos de outras culturas, pois um etnocentrista é incapaz de aceitar culturas diferentes das suas, e ainda o aumento da coesão aos elementos culturais de grupo, e o sentimento de superioridade em relação aos elementos de culturas diferentes.
Para preservar a sua cultura, os etnocentristas podem assumir posturas negativas, como a xenofobia, ou seja ódio pelos estrangeiros, o racismo e o chauvinismo, isto é patriotismo fanático.


Relativismo Cultural

Relativismo cultural é o mesmo que culturalismo e consiste no respeito pela cultura dos outros, aceitando cada uma como ela é, conseguindo relacionar-se com o Mundo e as diferentes culturas.
O relativismo cultural tem aspectos positivos, como a defesa da tolerância pelas diferenças e de respeito pelas outras culturas, defende que os padrões de comportamento e os sistemas de valores dos povos com quais se entra em contacto devem ser avaliados, julgados e respeitados sem contestação.
No entanto esta enorme tolerância, sendo aparentemente positiva, manifesta alguns aspectos negativos:

  1. A proclamação do respeito e tolerância pelas outras culturas encerra a ideia de que cada cultura deve promover os seus próprios valores, ficando fechada em si própria
  2. Não incentivando a abertura aos modelos das outras comunidades, os defensores do relativismo não promovem, antes dificultam, o diálogo entre as culturas.
Neste sentido, os relativistas não escapam a certos riscos. Entre eles anotam-se o racismo, o isolamento e a estagnação.


Interculturalismo

Interculturalismo, é um movimento que tem como ponto de partida o respeito por outras culturas, superando as falhas que se encontram no relativismo cultural, ao defender o encontro e  pé de igualdade entre todas as culturas.
O interculturalismo propõe-se promover objectivos como a compreensão da natureza pluralista, promover o diálogo entre culturas, compreender a complexidade e riqueza da relação entre diferentes culturas e colaborar na busca de respostas aos problemas mundiais que se colocam no âmbito social, económico, politico e ecológico.
Ddo que não se pode considerar que qualquer cultura tenha atingido o seu desenvolvimento total, o diálogo entre os povos de diferentes culturas é o meio de possibilitar o enrequecimento mutúo de toas as culturas.
O interculturalismo defende assim, que se aprenda a conviver num Mundo pluralista e que se respeite e defenda a humanidade num conjunto global.


Tatiana Ribeiro e Sara Cunha

Cultura


Cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridas pelo homem como membro da sociedade”. Na sociologia a cultura é explicada como o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou o comportamento natural.

Multiculturalismo é a existência de uma grande diversidade de culturas numa localidade, cidade ou país, sem que nenhuma dessas culturas predomine sobre as outras. Este fenómeno deve-se por exemplo à imigração, que leva à criação de grupos sociais distintos nos países acolhedores. O multiculturalismo acontece devido à imigração, que leva à formação de diferentes grupos sociais, que podem vir a ser marginalizados pela população do país, e que os pode levar a isolar-se, dando por isso origem ao racismo ou outras formas de recusa. A existência de seres humanos com normas e hábitos culturais diferentes no mesmo espaço pode levar as pessoas a assumirem atitudes e condutas muito variadas, nomeadamente o etnocentrismo, relativismo cultural e interculturalismo.  
O multiculturalismo é alvo central de muitas guerras de culturas, de tensões sociais e de crises politicas, muitas vezes resultantes de uma percepção errada do contexto histórico-político e económico-social, mas também pode ser visto como um factor de enriquecimento e abertura de novas e diversas possibilidades de inovação.

Vanessa Leite

Tatuagens e piercings , um acessório de moda?

Desde tempos longínquos que o homem grava símbolos da sua cultura na pele, contudo esta simbologia varia de região para região conforme a sua cultura.
As tatuagens bem como os piercings são símbolos ou marcas que sempre foram utilizadas por diversas culturais, ocidentais e orientais, como um meio de expressão, uma maneira de marcar no corpo as suas origens, crenças e tradições.
 
Dou o exemplo de algumas comunidades primitivas como por exemplo a Indonésia, Polinésia e Nova Zelândia onde estes se tatuam para marcar os factos da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte. E também para relatar os factos da vida social: como por exemplo o casamento e ascensão profissional, pois quanto mais tatuado fosse o indígena mais elevado era o seu estatuto social .

Da mesma forma , para os Índios e Egípcios, tatuar o corpo servia como uma expressão religiosa e mágica. Eles acreditavam que após a morte, uma divindade aguardava a chegada da alma e exigiam ver as tatuagens do índio para lhe dar passagem ao paraíso.
Já no Japão feudal, acontecia exactamente o contrário. As tatuagens eram usadas como forma de punição, tornando-se sinónimo de criminalidade.
Contudo, ainda hoje nas sociedades Orientais estes símbolos são vistos como uma atitude de marginalização e preconceito perante a sociedade.
Mas os tempos foram evoluindo e as mentalidades das pessoas também deixando de ser tatuagens e piercings um símbolo de marginalidade passando a ser visto como um fascínio pelo “diferente” pelo “ exótico”.
Hoje em dia, as tatuagens e piercings são frequentemente usados como um acessório de moda pois a atracção pelo “diferente” acontece cada vez mais principalmente nos mais jovens.
A juventude são o alvo mais influenciável pela sociedade daí o facto de se tatuarem para serem iguais aos restantes tatuados e sentirem-se integrados num grupo. O piercing funciona normalmente a nível estético.
Porém, temos assistido que vários estilistas, por exemplo, têm se servido destes elementos como elementos de moda influenciando a sociedade e desta forma aumentar a aceitação desta prática.
Ana Cláudia Ribeiro


 

A Diversidade Cultural e o Etnocentrismo

          Em todo o Mundo existem diversas culturas, como a ocidental, a hindu ou a judaica, e existem grupos mais restritos, dentro de cada sociedade, culturalmente distintos. O etnocentrismo tem origem no facto de julgarmos as outras culturas tendo como ponto de referência a nossa própria cultura. Se partirmos do princípio de que os nossos valores são os "normais", assumimos então que todos os outros são condenáveis.


          A diversidade cultural é uma realidade mas esse facto nem sempre é bem aceite. Nos últimos anos tem-se registado um aumento de intolerância, racismo e xenofobia.
          No entanto, o ser humano sempre foi migrante e muitas das sociedades atualmente desenvolvidas devem-se a processos históricos que envolveram o encontro e a convivência entre os mais diversos povos.


















          Pessoas de diferentes origens étnicas, que falam diferentes línguas e que são portadoras de diferentes hábitos culturais, cruzam-se diariamente nas mesmas cidades, nos mesmos bairros e nos mesmos locais de trabalho.
          Assim, as sociedades atuais tornam-se essenciais para a coabitação dos vários grupos étnicos, sendo enriquecedora para todos.

Deste modo, a diversidade cultural é uma realidade incontornável.
Miguel Lopes

quarta-feira, 13 de março de 2013

O namoro no masculino e no feminino...


São várias as razões, que diferenciam o namoro no masculino e no feminino. No caso dos homens, quase todos eles têm várias experiências de namoro antes de casar, estas experiências muitas delas significavam momentos de diversão até encontrarem a mulher que consideram a “certa”. Pelo contrário, as mulheres não sentem esta necessidade de experiências de namoro, pois desde cedo têm em mente encontrar o homem ideal para o resto das suas vidas. Mas como sabemos, não há regras sem excepção, como tal, há mulheres que sentem necessidade de ter vários parceiros e só assim é que se sentem realizadas emocionalmente, como também existem homens que apenas querem uma mulher, a única com quem se envolvem intimamente.

Os homens do campo e os homens da cidade, têm distintos critérios na escolha da mulher para casar, quanto aos homens do campo, estes apreciam o físico da mulher, já os homens da cidade, preferem o sucesso profissional da mulher. As mulheres do campo e as mulheres da cidade, também não têm a mesma preferência nas escolhas do homem “certo”, as mulheres do campo gostam que o homem seja um trabalhador nato, as mulheres da cidade gostam que o homem saiba ter uma conversa interessante.

Todas as afirmações referidas anteriormente, são fundamentadas em estudos feitos à população portuguesa, através de inquéritos e preguntas feitas ocasionalmente.

                                                                                                                Tânia Pinto  
 

Tipos contemporâneos de família

Tradicionalmente, uma família é constituída por duas pessoas de sexo oposto, que estão casadas e vivem juntos com o(s) seu(s) filho(s). Todavia, nos dias de hoje, o conceito de família é bastante diferente do que outrora fora. Podemos então encontrar os mais diferentes tipos de família como poderemos verificar de seguida.
Algumas pessoas optam por viverem sozinhas com os filhos, ou seja, famílias constituídas por um adulto e os filhos. Na maior parte das vezes, o adulto destas famílias é a mulher, pelo que não é tão usual vermos um homem a viver sozinho com os filhos, embora claramente existam. A estas famílias damos o nome de agregados monoparentais, que são o resultado de separação ou divórcio, viúvez ou a geração por parte de uma mulher solteira. Esta última hipótese, é ainda mal vista pela sociedade na sua generalidade, apesar de se combater este preconceito. Este tipo de família tem uma maior probabilidade em atravessar dificuldades financeiras visto que subsistem com apenas um salário.
Para além desta, existem também  as famílias recompostas: quando há um segundo casamento, trazendo consigo, filhos do casamento anterior. No passado, os segundos casamentos existiam apenas quando um dos cônjugues do primeiro casamento falecia, mas hoje em dia é algo frequente.
Existe também nos dias de hoje a coabitação, sendo bastante usual entre os jovens, A coabitação consiste em viver com o parceiro sem ter casado com este, e é bastante comum no período anterior ao casamento como experiência inicial da vida em conjunto. Esta forma de vida pode também ser escolhida pelo desinteresse de um casamento formal. Esta opção, há uns anos atrás, era simplesmente escandalosa, mas agora a aderência a esta é tanta, que já é vista como algo normal.
A união de facto é reconhecida juridicamente, apresentando aspetos positivos, mas também aspetos negativos como não possuirem o direito de visita em caso hospitalar ou o direito a herança.
Por último, temos também os casais homossexuais que apresentam algumas características diferentes dos casais heterossexuais: por se tratar de um casal de duas pessoas do mesmo sexo, as desigualdades entre os parceiros não são acentuadas, são ambos vistos da mesma forma pela sociedade.
Apesar de se lutar contra os preconceitos patentes na homossexualidade, o casamento entre gays e lésbicas continua a ser mal visto pela maior parte das pessoas, especialmente pela classe etária mais velha.
Muitos países proíbem estritamente o casamento homossexual e em muitos lugares do mundo, este é condenado.


No meu ponto de vista, ninguém tem o direito de julgar as opções dos outros. Cada um sabe de si, cada um deveria ter a legitimidade de escolher o rumo da sua vida.
A meu ver, se duas pessoas do mesmo sexo se amam e querem viver juntas/casar, por que não?
Acho que este preconceito é muito visível e não acho justo fazermos juízos de valor no que conta às opções pessoais de cada um.
Marta Lopes 

Uma característica, diferentes significados...

É comum nas sociedades encontrarmos pessoas tatuadas e com piercings. No entanto,  tatuar o corpo não tem o mesmo significado para todas elas.
Se para os portugueses tatuar o corpo é uma forma de gravar no corpo memórias de ente-queridos ou mesmo uma maneira de se sentirem diferentes, por exemplo, para algumas comunidades primitivas, o ato de pintar o corpo significa um processo de evolução da infância para o estado adulto, a maioridade.



O uso de tatuagens e piercings não é apenas uma prática característica de uma sociedade, nem, como muitas vezes é associado, um movimento de contestação de grupos vigaristas ou revoltosos.
As tatuagens permitem a quem as faz ser distinguido esteticamente, tendo muitas vezes o papel de acessório de moda. É tão comum que passou até a ser utilizado por estilistas nas suas colecções.
Este artigo vem com o propósito de mostrar que muitas vezes, o mesmo objecto pode significar coisas completamente diferentes para as sociedades, tornando-se assim, parte da cultura de cada uma.

 
 
 
 
 
 
Inês Costa